O que os jornalistas consideram ao escolher as empresas que melhor se comunicam?

Uma boa relação com a imprensa é construída no dia a dia. Mas o que faz uma empresa se tornar uma fonte relevante e confiável para jornalistas?

Quando uma pauta chega, existe uma série de aspectos que precisam ser levadosa em conta rapidamente: encontrar a fonte certa, reunir informações, validar dados e construir uma resposta. Para que esse processo funcione, porém, é importante que os processos internos estejam organizados antes mesmo de o jornalista fazer o primeiro contato.

Disponibilidade de fontes, agilidade e assertividade nas respostas, qualidade das informações e preparo dos porta-vozes são alguns dos fatores que fazem diferença nessa relação. Na prática, são aspectos que fazem parte de uma rotina de comunicação bem estruturada e ajudam a construir confiança ao longo do tempo.

A relação começa antes da pauta

Quando um jornalista precisa de uma fonte, saber quem pode falar sobre determinado assunto e conseguir acionar essa pessoa rapidamente faz diferença. Por isso, ter bons especialistas dentro da empresa é apenas o começo. É preciso conhecer suas áreas de atuação, prepará-los para diferentes situações e manter esse relacionamento ativo.

O mesmo vale para as respostas. Agilidade é importante, mas não substitui a qualidade da informação. Uma resposta rápida que não esclarece a questão apresentada pelo jornalista pouco contribui para a pauta. A comunicação precisa ser objetiva, contextualizada e responder ao que foi perguntado.

Informação e preparo também contam

Uma fonte relevante precisa oferecer informações em que o jornalista possa confiar. Dados atualizados, informações consistentes e especialistas capazes de contextualizar os números facilitam a apuração e fortalecem a credibilidade da empresa.

Nesse processo, o preparo dos porta-vozes também tem um papel importante. Esta etapa não significa criar respostas prontas, mas sim dar segurança para que o especialista consiga contribuir de forma clara e natural. Conhecimento técnico é fundamental, mas saber traduzir esse conhecimento para uma entrevista faz diferença. 

E isso também vale para as lideranças. CEOs e executivos podem ser fontes importantes para falar sobre decisões estratégicas, movimentos de mercado e temas que impactam seus setores. Prepará-los para esse contato amplia a capacidade da empresa de participar de conversas relevantes com a imprensa.

Antes da próxima pauta, vale fazer o check

A rotina de relacionamento com a imprensa pode ser um bom ponto de partida para avaliar o quanto a empresa está preparada. Algumas perguntas ajudam nessa análise:

  • Temos fontes disponíveis para os principais temas do negócio?
  • Sabemos quem pode falar sobre cada assunto?
  • Conseguimos responder dentro dos prazos de uma apuração jornalística?
  • Nossas respostas são relevantes e contribuem para a pauta?
  • Temos dados e informações atualizados e confiáveis?
  • Nossos porta-vozes estão preparados para falar de forma clara e objetiva?
  • Nossas lideranças estão aptas para conversar com jornalistas?
  • Mantemos relacionamento com a imprensa mesmo quando não existe uma pauta em andamento?

Além de um exercício pontual, esse check pode ajudar a identificar o que já está funcionando e onde ainda existem oportunidades para fortalecer a comunicação. Porque uma boa relação com a imprensa não começa quando o jornalista liga. Ela é construída na rotina, muito antes da próxima pauta chegar.

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